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domingo, 12 de setembro de 2010

Mulheres reais tomam conta de revista e chamam atenção para onda anti-Photoshop

Campanhas publicitárias e reportagens já mostraram modelos femininos sem retoques

 

A edição de outubro da revista feminina britânica Essentials voltou a provocar estardalhaço sobre a necessidade — ou não — de publicar modelos e celebridades na capa de veículos deste segmento. No Reino Unido, essa é a pauta da vez.

— Era a nossa hora de levantar essa bandeira — diz Jules Barton-Breck, editora da Essentials. — Pessoas (no Reino Unido) já fizeram isso na capa, ou para editoriais de moda, mas não na edição inteira — aponta ela.  — Esse é o diferencial da edição de outubro da Essentials. Não é apenas a capa, mas todas as reportagens. Não houve nem mesmo uma fotografia de modelo de agência, apenas de leitoras, mulheres comuns.

"Mulheres reais" é uma expressão que Jules evita:

— Tentamos evitar o termo e nos referirmo a elas como "mulheres como você" ou "leitoras". Estamos falando sobre não-celebridades e não-modelos. A edição é sobre isso.

A busca nacional pelas estrelas da capa de outubro começou com a Essentials perguntando às leitoras e a outras mulheres, por meio de uma campanha na mídia social, por que elas eram incríveis o suficiente para aparecer na capa da revista. Centenas se inscreveram, e uma lista reduzida de 30 foi convidada para uma sessão de casting com o editor e o diretor de estilo. Eles queriam "variedade de idade e tamanhos" e "quem tinha a melhor história" também foi levado em conta.
Jules jura que as imagens não sofreram retoques da tecnologia.

— Juro pela Bíblia que não que não houve nem um toque de airbrushing (ferramenta semelhante ao Photoshop), nada. Se você olhar para elas, elas têm rugas, bolsas nos olhos e dobrinhas. Não nos livramos de nada. Elas têm verrugas e tudo. Será a mesma coisa com nossas futuras capas de leitoras.

Apesar do estardalhaço, rejeitar modelos e celebridades a favor da "realidade" não é novidade. A Dove lançou sua Campanha pela Real Beleza, em 2004, usando mulheres "reais" em seus anúncios e amarrando-as em um projeto global para a autoaceitação feminina.

Outras revistas dizem ter o mesmo compromisso. Alexandra Shulman, que passou a maior parte de seus 18 anos como editora da Vogue britânica dizendo que roupas parecem melhores quando vestidas por mulheres magras, expressou seu ultraje com a redução do tamanho de prova, escrevendo em uma carta a estilistas: "Alcançamos um ponto em que muitos dos tamanhos de prova não servem nem mesmo as modelos".
Não é apenas no Reino Unido que essa insurgência da mídia contra as modelos se espalha. Este ano, a revista feminina mais vendida na Alemanha, a Brigitte, começou a usar apenas modelos amadoras em seus ensaios. Andreas Lebert, editor-chefe, criticou a tendência de modelos mais magras e declarou:

— Por anos tivemos que usar o Photoshop para engordar as garotas, especialmente nas coxas e no colo. Mas isso é perturbador, perverso, e o que tem a ver com a nossa real leitora?

Mesmo a Vogue americana, bastião da alta-costura, enquanto agarrava-se firmemente ao princípio de usar modelos profissionais curvou-se à pressão dos leitores e começou a fotografar modelos plus-size para sua edição anual.

Material retirado do DONNA ZH (desse domingo)

Bjs Tinna!!!

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